TELHADO DE VIDRO LAMINADO

TELHADO DE VIDRO LAMINADO

Telhado de vidro laminado sejam marquises, skylights tetos ou revestimentos, é importante estar atento á alguns cuidados indispensáveis: esforços atuantes sobre os vidros, segurança de pessoas e terceiros, declividade do envidraçamento, deformações, procedimentos de aplicação, normas e responsabilidades técnicas, proteção da superfície e detalhes construtivos.

VEJA 8 PRINCIPAIS DETALHES PARA ENTENDER MAIS O TELHADO DE VIDRO LAMINADO NA HORA DE CONTRATAR UMA INSTALAÇÃO

É muito importante sempre verificar se a empresa que for fazer o trabalho, trabalhe dentro das normas, para segurança de sua vida e de seus familiares, antes de colocar qualquer vidro exija o vidro padrão para coberturas e nos da Boxglass trabalhamos dentro das normas.
Segundo a norma da ABNT 7199, para coberturas e marquises é obrigatório o uso de vidros laminados, pois em caso de quebra, os cacos ficam presos no PVB, reduzindo o risco de ferimentos às pessoas e também o atravessamento de objetos.

1 SEGURANÇA DAS PESSOAS QUE TRANSITAM ABAIXO DO TELHADO

É recomendado através das normas técnicas a utilização dos vidros de segurança, laminados, insulados e temperados laminados. Não é permitido o vidro comum monolítico ou somente o temperado.

2 ESFORCOS ATUANTES A SEREM CONSIDERADOS

Peso Próprio ao vidro 10 mm 25 Kgf/m²
Esforços durante a manutenção 25 Kgf/m²
Esforços devido à pressão dos ventos 50 Kgf/m²

3 DEFORMAÇÕES DO VIDRO

Deformação lateral - De forma linear, o vidro contrai-se ou se expande na proporção de 0,01 por metro e grau centrígrado de variação da temperatura. Nunca se deve deixar ele gessado. Ele pode ser fixado por materiais elásticos, precisa flutuar.
Deformação vertical - Este apoiado nas bordas tende a formar bolsas. A segurança e o aspecto são comprometidos através da água e outras impurezas A instalação no plano horizontal deforma como uma calota.

4 DECLIVIDADE

A declividade é de extrema importância, pois os vidros colocados no plano horizontal devem ter declínio superior a 5%. É preciso permitir que a água das chuvas possa escoar sem estacionar. A lâmina de água, com 10 cm, pesa 100 kg por metro quadrado de cobertura.

5 ALTA PROTEÇÃO DA SUPERFÍCIE

É de alta proteção a superfície do vidro, no entanto pode ser danificada por materiais arenosos ou metálicos. Pode-se aplicar polímeros para aumentar a resistência e tornar repelente a impurezas.

6 APLICAÇÃO DO VIDRO

A aplicação deve ser feita de forma que se movimente livremente. Não pode existir saliências que impeçam a caída de água, na cobertura. Por gravidade ou por meio de calhas e coletores dimensionados corretamente, é importante este sistema de drenagem.
Qualquer tipo de material rígido como perfis, parafusos, alvenaria e outros, não devem entrar em contato.

7 NORMAS TÉCNICAS ABNT PARA CONSULTA

NBR 11706 - Vidros na Construção Civil- Especificação.
NBR 7199 - Vidros na Construção Civil - Projeto, Execução e Aplicação.
NBR 6123 - Força devido à ação dos ventos.

8 RESPONSABILIDADE TÉCNICA

Seja em coberturas ou estruturas similares, todos os sistemas de envidraçamento precisam possuir A.R.T (Anotação de Responsabilidade Técnica), instrumento que apresenta autoria e os limites de responsabilidade técnica para execução de uma obra para todos os efeitos legais perante o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (CREA)

TELHADOS DE VIDRO E SISTEMAS MAIS COMUM NO BRASIL

Telhados de vidro móveis
Coberturas móveis são fachadas que apresentam mobilidade em relação á abertura ou movimentação.

Telhados de vidro e Alumínio
Coberturas de alumínio podem ser de vários tipos, de ligas simples até combinações sofisticadas.

ESTÉTICA E DESIGN DO TELHADO DE VIDRO

O vidro possui uma variedade de soluções desde cores específicas a formatos e texturas, quanto ás necessidades estéticas. Através da coloração de sua massa é que pode ser obtida suas cores no processo de fabricação. Por ser um material vitrificante, no momento da transformação podem ser adicionados na areia vários elementos químicos que possibilitam, ao final do processo este resultado de vidros coloridos.

A serigrafia ou mesmo a laminação podem ser outros tipos de obtenção de cores. No caso da serigrafia, é aplicado sobre este um esmalte cerâmico colorido.O esmalte é aplicado a quente e possui grande resistência a abrasão.

Já com a laminação, é possível fazer a combinação de vidros com características diferentes em uma única composição, como um vidro bronze e um refletivo prata que acaba se tornando em uma nova cor.

A utilização de vidros impressos é uma ótima opção para formatos e texturas. São vidros que sofrem gravação mecânica em seu processo de fabricação, quando ainda se encontram em um estado plástico e logo depois, são resfriados e ficam assim conformados.

Esse tipo de conformação gera modelos diferenciados e de grande beleza. Portanto, existem inúmeras soluções estéticas em cor e formas oferecidas, das quais podem ser obtidas por inúmeros processos diferentes.

RECOMENDAÇÕES PARA VIDROS EM TELHADO:

"O envidraçamento de balaustradas, parapeitos, sacadas e vidraças não verticais sobre passagem devem ser executados com vidros de segurança laminados ou aramados, salvo se for prevista proteção adequada" (Fonte ABNT NBR7199).

"No caso de utilização em claraboias ou telhados, para iluminação de passagem ou locais de trabalho, a vidraça deve ser adequadamente protegida com telas metálicas ou outros dispositivos e, quando não o lar, o vidro deve ser de segurança laminado." (Fonte NBR 7199).

Os de lâmina são os mais comuns para cobertura e há ainda o uso de laminados associados a vidros duplos.

CONFORTO TÉRMICO EM TELHADO DE VIDRO

Em relação á conforto térmico na utilização de vidros em coberturas é preciso considerar principalmente dois parâmetros para métrica em quantidade de energia solar transferida através do vidro para a área interna da obra. São o coeficiente de sombreamento (CS) e heatgain (RHG): quanto menores estes valores, menor será a transmissão de energia que irá aquecer o ambiente interno da obra.

Os refletivos ou metalizados para cobertura são os mais comuns para atender necessidade de conforto térmico, pois estes devem ser aplicados laminados respeitando os critérios normativos de segurança. É possível associar vidros refletivos a vidros duplos (insulados), para obter uma melhor desempenho. Este tipo de solução é comumente utilizada em regiões afetadas por incidência solar direta por um longo período do dia, já com eles aplicados em fachadas é totalmente diferente porque ficam expostos aos raios solares por um período mais curto.

CONFORTO ACÚSTICO EM TELHADO DE VIDRO

No que diz respeito ao conforto acústico precisam ser considerados os parâmetros de redução média acústica da composição (medida em decibel). Entre as variedades de tipos de vidros, dois merecem destaque: o duplo e o laminado.

O material plástico do PVB, quando aplicado entre os vidros oferece maior absorção da onda sonora. Existem também PVBs destinados para esse fim e são chamados de PVBs acústicos pelo mercado vidreiro. Comparado aos tradicionais, este tipo de PVB oferece uma melhor performance acústica.

Outro fator que colabora com a redução acústica é a assimetria de espessura de chapas que compõem um vidro laminado, porque cada espessura de possui uma curva de redução acústica específica. Exemplo: a atenuação sonora individual de dois vidros de 5 mm de espessura que compõem um laminado de 10 mm de espessura será idêntica.
Porém, se este mesmo laminado de 10 mm for constituído por um vidro de 6 mm e outro de 4 mm, os dois se comportam de forma diferente, pois cada um possui uma forma específica de redução acústica. Estas curvas se complementam muitas vezes, tornando a composição assimétrica mais eficiente acusticamente se comparada á composição simétrica.

No vidro duplo existe, além das massas que oferecem de forma natural redução acústica, um espaço entre esses dois, que é normalmente preenchido por ar atmosférico.

A compressão mais ar, reduz a transmissão sonora, por causa de sua maior espessura em relação aos vidros tradicionais e os diferentes meios presentes nesta composição (vidro + gás + vidro). A combinação de vidros duplos compostos a laminados assimétricos resulta em melhores performances acústicas.